ROBSON FERNANDES NESTA 6ª FEIRA
 Um colega invejável que conheci nos anos 90, Robson Fernandes ainda no início de seus estudos na harmônica ou gaita de boca. A cada reencontro uma surpresa, a sua evolução era assustadora, o garoto a cada ano que passava ou até mesmo em poucos meses, se afirmava como o mais novo virtuose do qual o Brasil há muito tempo carecia na gaita blues. Eu diria até que Robson abasteceu de forma fenomenal essa carência, transbordando nossos ouvidos atentos ao blues com seus vibratos nervosos, dinâmica impecável, tongue-blocks precisos, bom-gosto na improvisação e muito, muuuuito feeling!
Robson Fernandes é visivelmente a soma do tradicional triângulo dos mestres da gaita blues: Mississipi, Chicago e Califórnia com os mais recentes 'velozes e furiosos' do blues moderno. Se o seu prestígio já é internacional por suas gravações, seus shows adicionados da descomportada postura de palco, tornam-se delirantes.
Enfim, Robson Fenandes tornou-se aquele que nós gaitistas fomos impedidos de chamar de concorrente!
O show é na sexta-feira, dia 12 de agosto, à partir das 22:30. O ingresso é de R$10,00 e não haverá lista de desconto, mas dá direito à um veneno preparado belo nosso querido bartender Tubarâo.
Escrito por Flávio Vajman às 17h35
[]
[envie esta mensagem]
BARTENDER TUBARÃO

O retorno do Juke Joint coincidiu com a volta do Nilton, o Tubarão, pra essa casa. Ele que chegou bem no começo do milênio, no exato momento em que eu extendia a faixa de reinauguração da casa após a fase Sanja Jazz Bar, volta por acaso para uma visita e, no que se poderia chamar de outra reinauguração, resolve ficar.
Era uma época difícil aquela, não tão diferente desta e, até mesmo por isso talvez, ele tenha comprado o barulho do Juke novamente. Entre um drink e outro que ele prepara agitando vorazmente a coqueteleira, ficamos recordando nossas insanidades do passado que nos remetem a happy-hours matinais, antigos clientes, nossas desmioladas discussões do tipo Jack Kerouac versus Getúlio Vargas, as bandas que tocavam, as mulheres que disputávamos e um monte de outras coisas de uma época que eu era feliz e não sabia.
Tomei minha primeira caipirinha aos 13 anos, eu me lembro bem disso. Na época havia uma Caloi 10 em casa e eu, um precoce embriagado, fui dar um rolezinho nela. A bike exigia de mim técnicas de pilotagem de um F-15, eu nâo tinha o mínimo domínio sobre ela e levei um tombo ridículo. Esta, junto com as caipirinhas do Tubarão, foram as melhores que já tomei na minha vida!
Escrito por Flávio Vajman às 16h00
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]
|