back to the underground
 


 
TIM
ganaram!

 Acordei cedo hoje. Tem sido assim ultimamente. Tomo meu café no boteco da esquina e lá vou eu para o acordeon praticar mais um pouco. Mas hoje, apesar de muito cedo, excepcionalmente acordei com um bom humor incrível (mal sabia o que me aguardava). Nem peguei no instrumento e me bateu a maior saudade da Perla, resolvi então enviar uma mensagem de texto pra ela: “Bom dia!” e... ENVIAR... e... ENVIAR... e...ENVIAR... e... PORRA NENHUMA! Que droga! Ontem à noite eu mandei um monte de torpedos, ou seja, há poucas horas estava tudo ok. Tentei novamente, e... ENVIAR... e... ENVIAR... e... ENVIAR... Ah! Vai tomar no cú! Liguei pra Tim: “Seja muito bem vindo a Tim! Você já conhece o nosso site? Acesse: www. Blá-blá-blá...” Saco! E o atendimento eletrônico continuou: “ Se você é cliente Tim digite o número do seu telefone mais o código de área seguido de...” Ah! Vai tomar no cú mais uma vez! Caiu na atendente. “Me informe o número do seu telefone com o DDD seguido de...” De novo? Que encheção de saco! Então, depois de explicar o meu problema com o envio de torpedos, ela me disse: “Só um minutinho que eu vou estar verificando”. Eu deveria ter dito: Tudo bem, vou estar aguardando! Mas engoli o gerúndio em seco. Ela voltou: “O Senhor está com o aparelho na mão? Ele está com problemas de configuração!” Pensei: Como? De uma hora pra outra? Eu nem mexi nessa porra! Mas vamos lá. Respondi: “Estou querida... de saco cheio e com o aparelho na mão!” Tu, tu, tu, tu, tu, tu... Caralho! A filha-da-puta desligou! Quer dizer que eu não posso ficar de saco cheio? A operadora é ineficiente, ½ hora de atendimento eletrônico, gerúndio a rodo, a sanfona me esperando, meu humor indo pro saco, e eu não posso ficar de saco cheio? Liguei novamente! “Seja muito bem vindo a Tim! Você já conhece o nosso site? Acesse: www. Blá-blá-blá...” Comecei a chorar de raiva! Caiu na atendente. “Me informe o número do seu telefone com o DDD seguido de...” Agora eu já gritava com uma tal de Gisele. E pra piorar, acho que ela não tinha tomado o café da manhã, sua voz não tinha vigor nenhum: “Senhor! Se o senhor não para de gritar eu não vou poder estar atendendo o senhor.” Aí o senhor aqui explodiu! Mas não foi de raiva. Não! Dessa vez foi de sadismo: “Hahaha... Sua burra! Hahaha... Ir, poder, estar e atender? Você conseguiu! Colocou quatro verbos num tapa só! Hahaha... Como você é burra, hein? Hahaha...” Tu, tu, tu, tu, tu, tu... Caralho! Além de burra a mina não tem nenhum humor. Que merda! Vamos tentar novamente: “Seja muito bem vindo a Tim! Você já conhece o nosso site? Acesse: www. Blá-blá-blá...” Dessa vez a atendente foi mais simpática, e até riu quando eu lhe pedi para que não extrapolasse no gerúndio. Mas, infelizmente, o meu problema não era da sua competência e ela me transferiu para uma outra... uma outra que tinha problemas gravíssimos de dicção. “O quê? Como? Minha senhora... Não! Eu não estou entendendo. Como? Fala pela boca, pode ser?” Tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu... Mas eu já estava ficando escolado na parada e não me deixava abater: “Seja muito bem vindo a Tim! Você já conhece o nosso site? Acesse: www. Blá-blá-blá...” E a atendente dessa vez: “ Bom! Já que você tem crédito e a configuração do telefone está correta, você vai estar fazendo uma reclamação para a Tim...” E eu: “Nossa! Sério? Eu posso mesmo reclamar?” E ela, superando as demais: “ Quer dizer... Poderia estar fazendo a reclamação, isso se o meu sistema não estivesse fora do...” Tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu... “Ola! Seja muito bem vindo a Tim! Para substâncias eficazes & indolores digite: 3 para via oral e 4 se preferir via venosa. Um tiro na idéia, digite 5. Outras opções digite 6. Lamento! A Tim não pôde resolver o seu problema. Tenha um bom dia!” Tu, tu, tu, tu, tu ,tu, tu...



 Escrito por Flávio Vajman às 12h24
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FERNANDA D'UMBRA FAZ ANOS

 
Foto tirada por Juliana Garcias no show da Fábrica no Bourbon Street

 Eu nunca escondi isso de ninguém: Tenho o maior orgulho de tocar ao lado da Fernanda! Mas é uma responsabilidade muito grande também, afinal essa mulher é muito competente, e nós, a Fábrica de Animais, devemos corresponder a essa competência. Hoje é o aniversário dela, e pra elevar mais o meu orgulho ela vai comemorar na minha espelunca, o Juke Joint. Irão tocar, é claro, a Fábrica de Animais, a banda La Carne e participações muito especiais como a do meu amigo Paulo de Tharso. A discotecagem vai ficar por conta de ninguém mais, ninguém menos que Chris Couto, Marcelo Montenegro e Carcarah. A entrada é livre, mas vale lembrar, pra quem puder, que traga uma lata de leite em pó integral. Ela será bem vinda e encaminhada para as crianças soropositivas que se tratam no instituto Emílio Ribas. Vou abrir a casa às 22 horas, mas acho que só vai dar rock'n'roll mesmo lá pelas 23:00. Enfim , com leite ou sem leite, apareçam. Sou suspeito pra falar, mas acho que ela merece mesmo o mundo todo lá dentro do Juke hoje. Parabéns, Fernanda!



 Escrito por Flávio Vajman às 11h11
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ESTOU DE VOLTA...

... com um certo friozinho na barriga.

 



 Escrito por Flávio Vajman às 16h51
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ENSAIO ABERTO



 Sexta-feira, amanhã, tem ensaio aberto da banda Fábrica de Animais no Juke Joint. Faremos um corrido do que será o nosso show no Bourbon Street no dia 09 próximo. A entrada é livre, mas quem puder traga uma lata de leite-em-pó. As latas arrecadadas serão doadas para o voluntariado do Emílio Ribas e distribuídas para as crianças portadoras do virus do HIV que se tratam no instituto.

 A casa abre tarde, meia-noite. Os shows começam naquele horário maldito de sempre, lá pela 1 e meia da manhã.

 O Juke Joint todo mundo sabe, fica na rua Frei Caneca, 304. Não aceita cartão, nem cheque. Não é bonito e cheira mal, tampouco, trata bem seus clientes. Tudo isso para que vocês se sintam em casa.



 Escrito por Flávio Vajman às 13h37
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MÃOS À OBRA

AFINAL, O QUE MAIS EU SEI FAZER DA VIDA?



 Escrito por Flávio Vajman às 10h26
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 MEU HUMOR TÁ MELHORANDO!



 Escrito por Flávio Vajman às 16h13
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 PAGANDO DE DISC-JOCKEY

 Sempre que eu ouço falar em dj me vem na cabeça aquele cara mala pulando atrás dos toca-discos e mandando uns tunts para uma galera tão mala quanto ele. A música de plásico, a roupa de plástico, uma felicidade de plástico... Argh! Mas eu me lembro do Focka também. O cara que organizava o Subjazz, projeto de rock nas noites de sábado aqui do Juke Joint. Quando o Focka saía da cabine, de vez em quando, eu me atrevia a colocar um AC/DC para os punkinhos novos. E eles curtiam, pode crer! Houve uma ocasião em que eu coloquei Tom Waits, ninguém curtiu. Acho que eles ficaram tristes demais, pensando sobre a vida. Hoje eu vou estrear de verdade na profissão, ao lado da Fernanda D'umbra, do Carlos Carah e do Marcelo Montenegro. Uma atriz, um ilustrador e um poeta, respectivamente. E eu? Ora, um músico instrumentista e um empresário falido! Dj nunca! Nenhum de nós. Até acho que por isso mesmo vai ser legal. Vou mandar umas pérolas do meu acervo, Stray Cats, B.B. King, AC/DC, Stevie Wonder e, claro, Tom Waits. Odeio ver gente feliz, vou fazer algo bem down. Brincadeirinha! Mas eu garanto que nós quatro vamos fazer bonito, pelo menos eu sei que ninguém vai tocar techno... Argh, de novo! Bom é isso, se você teve a infelicidade de ler esse blogue e ainda não estava ciente do que iria rolar por aqui: hoje a partir das 23:30 com entrada franca, Fernanda D'Umbra, Marcelo Montenegro, Carlos Carah e eu pagando de DJ.



 Escrito por Flávio Vajman às 13h49
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 Escrito por Flávio Vajman às 10h04
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JUKE JOINT
NÃO PERCAM 'MAIS ESTE' ENCERRAMENTO
E cuidado com as piadinhas a respeito disso. O texto a seguir é de Mário Bortolotto.

TRIBUTO A RENATO FERNANDES

 Tributo ao grande Renato Fernandes que é o maior letrista de blues do Brasil e que como bem frisou o Paulão, está vivo. Era pra ser um tributo quase acústico. Duas guitarras e vocal.  Mas aí o Pagoto também apareceu e quis participar. E o Watanabe ligou pro Rick e ele também ficou a fim. Então de repente vai ser toda a rapaziada da "Saco de Ratos" (só falta o Magoo aparecer).  Depois do show homenagendo o Renato, vai rolar uma jam super free com a rapaziada que estiver por lá. Semana passada a Jam foi bem bacana com a banda Fábrica de Animais, o Linari e o Jorge do "La Carne" e o Jory.  Quem quiser aparecer, o show começa tipo 00h30, mas o Juke deve abrir tipo 23h. Os ingressos custam o preço simbólico de R$ 3 que é só pra gente poder pagar o conhaque. Vocês irão ouvir versos desse naipe:

"Então não venha me falar da dor / da dor do amor ou qualquer dor que for / se quiser fazer algo por mim / quando me encontrar num botequim / pague uma dose pra mim"

*Essa música (Amigos de Copo) está na trilha do filme "Nossa vida não cabe num Opala" e é o tema do Personagem Monk.

"Eu voltei pra sarjeta / perdi dinheiro no jogo / meu bem, eu tô bebendo de novo / você quis me dar uma vida boa / mas eu sou daqueles tipos a toa / eu sou assim como uma erva ruim"

"Quem quiser saber de mim / vai me encontrar num botequim / entre um trago de whisky / ou uma dose de gim / o céu ou o inferno / amor ou solidão / pra quem já vendeu a alma / tanto faz a direção"

O Juke Joint fica na Rua Frei Caneca, 304

Saco de Ratos é : Mário Bortolotto (vocal), Fábio Brum e Marcelo Watanabe (guitarras), Fábio Pagotto (baixo) e Rick Vechione (bateria)

Participação de Flávio Vajman (gaita)



 Escrito por Flávio Vajman às 15h16
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À NOVA GERAÇÃO

Quanto menos melhor! Afinal de contas... isso aqui é blues ou o quê? A ilustração é do meu velho amigo Carcarah, que estará linkado aqui ao lado a partir de agora. Bela ilustração, brother!



 Escrito por Flávio Vajman às 17h16
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GRAPHIC, LÉSBICAS & EXIBICIONISMO

 

 Ontem eu fui ao CCSP assistir o Graphic. Gostei! Me fez lembrar Paul Auster, acho que por causa do Blue in the Face (Sem Fôlego), aquele filme feito com o material excedente do Cortina de Fumaça. Talvez essa semelhança se deva a trilha sonora, Talking Heads do começo ao fim (Mário Bortolotto vai sofrer hoje). Então, mais tarde, conversando com o Paulo, autor & diretor da peça, ele me disse que o espetáculo foi baseado em um filme, que não me lembro agora, dos Irmãos Coen, mas acabou concordando com a minha opinião também. Sobre o texto eu não vou comentar nada, você tem que assistir, mas o cenário... Cara, uma caixa giratória no meio do palco. Num lado dessa caixa está a lojinha de um chinês, do outro a casa do protagonista, nos outros dois muros para pixações e em cima a casa de uma garota. Os atores vão girando a caixa conforme as cenas. Demais!

 Valeu a pena a chuva que peguei pra chegar lá. Isso sem falar no teatro. A sala Jardel Filho é muito confortável, tem uma puta acústica e uma visão fenomenal do palco. Enfim, o Garoto-Enxaqueca aqui curtiu. Quero dizer, curti até onde eu consegui prestar atenção no espetáculo, porque, com a peça já rolando, me entra no teatro uma dúzia de lésbicas teenagers, resquício do público da banda Luxúria que ficou 'moscando' por ali após o show.

 Agora o melhor da noite, adivinhem atrás de quem elas se sentaram? Sim, senhoras & senhores, deste sortudo aqui. Cara! Parecia que eu tava numa matiné da Outs e não num teatro. Aquelas garotas não tinham a mínima noção de nada, elas ficavam rindo, falando alto e se lambendo o tempo todo. "Shlep, shlep, shlep", essa onomatopéia persistia tanto no meu ouvido que eu não aguentei, virei pra trás e... honestamente, gostei do que eu vi. Devo admitir, foi um bela visão. Mas não era pra ser alí, pô! Eu pedi silêncio educadamente & a toa, aliás, todo mundo virando o pescoço e fazendo "ssshhh" e elas nem aí, tocando o puteiro. Teve uma mulher, coitada, estava quase chorando: " Por favor, façam silêncio, vocês estam estragando o espetáculo". E nada!

 Acabou o espetáculo e eu subi em direção a técnica pra cumprimentar meu amigo Rodrigo que estava operando a luz. Foi aí que elas, passando por mim, eu solto: "Aí! Na boa, vão tomar no meio dos seus cús! Vá lamber o grelo da sua mina na sua casa, falô?". Começou a esteria! "Isso é homofobia, eu vou chamar a polícia & blah, blah, blah...". Rolou o maior bate-bôca. Me arrependi. Eu deveria ter ficado quieto, porque qualquer coisa que se diga a um ser daqueles é fútil dizer e a gente sabe disso.

 Agora, homofóbico? Eu? Quantos brothers gays eu tenho? Uma porrada! E eu trato todos sem distinção. Só que esses meus amigos, sejam gays homens ou mulheres, não faltam com o repeito. Talvez até porque queiram ser respeitados, enquanto elas não. Elas estupraram o teatro! Houve ainda num momento da discussão que uma delas gritou: "Cê qué sabê? A gente cata muito mais mulé do que você".

 Claro que elas catam mais mulheres. Elas precisam disso, são exibicionistas! Se elas fossem homosexuais de verdade estariam trepando com as suas garotas e, provavelmente, entre quatro paredes. Mas não! Elas têm que desfilar por aí se esfregando umas nas outras, só porque acham que assim estam subvertendo. Eu conheço o tipo. Houve uma época em que bandas como a Luxúria tocavam aqui no Juke Joint e traziam toda sorte de gente.

 É lamentável! São garotas muito bonitas e não passaram dos seus 16 ou 17 anos. Não acredito que elas tenham essa afirmação sexual, talvez uma ou outra sim, mas a grande maioria, como eu disse, escolheu isso apenas como uma forma de subverter. Nao carecem de orientação sexual, só de atenção. Triste saber que uma garota dessas um dia vai sentir (se já não sente) tesão por um cara e que, talvez, por não ter tirado conhecimento da melhor fase da vida, escolha o cara errado e acabe dormindo com um gordo roncando e peidando ao seu lado pelo resto da vida. Eu não devia ter dito nada mesmo. O silêncio sabe, é triste!

 



 Escrito por Flávio Vajman às 14h56
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 Show da Fábrica de Animais

 

Fernanda D'Umbra sobre o Juke Joint:

  Talvez o Juke Joint acabe junto com o Planeta Terra, porque nas mãos de Mr. Vajman está cada dia mais difícil.

 Vejam a melhor piada sobre o fim do Juke Joint, de autoria de Nelson Peres:

 Ah, Fê, sábado tem show de despedida do Juke? Então eu vou porque eu não perco as despedidas do Juke. Estive nas de 99 e 2000. Em 2001 nasceu meu filho Francisco, então não pude ir, fui em 2002, 2003, em 2004 não fui porque nasceu minha filha Tarsila, mas de 2005 pra cá tenho acompanhado todas.

 Tudo isso pra dizer que amanhã, sábado 12 de Janeiro, a banda Fábrica de Animais se apresenta com sua formação completa no palco da casa mais eterna de São Paulo.

 É a última vez? Talvez.

 Só não vou garantir porque nem minha mãe acredita mais em mim.

 Mas vale ir ao show pra ver a versão fúnebre que a gente fez para Wang Dang Doodle.

 A propósito: o Juke eu não sei, mas o atual repertório da Fábrica vai pro saco, então pra quem gosta essa é a última chance.

 Depois do show, rola a tradicional jam session do Juke, onde podemos ver, por exemplo, Marcelo Watanabe comandando o auditório de blues mais animado do Brasil. 

 Tenham todos uma ótima sexta-feira e não bebam tudo hoje.

 Espero por vocês amanhã, no velório do morto mais vivo de São Paulo.

 

 SHOW DA BANDA FÁBRICA DE ANIMAIS

 SÁBADO - 23h

 NO JUKE JOINT - Rua Frei Caneca, 304

 R$ 5,00 (baratinho)

 NA FÁBRICA DE ANIMAIS: Flávio Vajman toca gaita, guitarra e acordeon / Sérgio Arara toca guitarra / Cristiano Miranda toca bateria / Leonardo Costa toca contra-baixo / Fernanda D´Umbra canta.



 Escrito por Flávio Vajman às 16h20
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SÉRGIO ARARA & FÁBIO BRUM

EMPUNHANDO A MINHA SG!

 Reparem nos detalhes da ponte bigsby nas fotos tiradas pelo brother Lepbvre.

 Em 1990 a minha mãe me deu uma nota de US $ 100,00 pra eu comprar uma guitarra. Com essa única nota eu fui à rua Teodoro Sampaio e acabei, por sorte, caindo na já extinta Pai do Rock, uma puta loja de novos e usados. Seu dono era o Mello e tornou-se meu brother. Eu fiquei indeciso entre essa e uma outra guitarra, sendo a segunda (concordaria em breve com isso) muito tosca. "Cê tá louco? Leva a SG, mané!" disse o Mello, que momentos depois depositava minha nota no seu caixa e improvisava um pacote de papelão pra eu poder levar o instrumento com segurança no 'buzão'. Hoje essa guitarra é muito cobiçada, todo mundo me pergunta quanto eu quero nela.

 Quando minha mãe me deu aquela nota ela estava desempregada, os 100 dólares foram um presente do seu ex-patrão como um adicional para qualquer dificuldade que pudesse surgir, e ela simplesmente deu-os para mim. O Mello foi um vendedor honesto e me ofereceu a SG fabricada pela Gianinni no ano de 76 enquanto poderia me empurrar a outra. Isso faz dela mais que uma guitarra pra mim. Não tem preço!

 Hoje em dia minha mãe nem olha mais na minha cara. Ela prefere acreditar na sua igreja, a 'Deus é Cruel', e realmente acha que eu ando possuído pelo demônio atualmente. Mas confiava em mim naquela época. Éramos bons amigos, havia uma tremenda cumplicidade. Sempre que eu pego na minha SG eu me lembro da minha mãe... eu me lembro de quando a igreja ainda não havia tirado ela de mim. Deus te abençoe, mamãe!!!

 



 Escrito por Flávio Vajman às 19h19
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Eis um cara que muito me agrada em tudo que ele escreve.

 

AURÉOLAS EM LATAS DE BISCOITO

 Comprar jornal na esquina e na volta conferir a caixa postal telefônica. Morder o ponto do dente onde já se sabe que a dor dói com exatidão. Guardar dinheiro antigo na carteira. Olhar as lombadas dos livros numa estante desconhecida à espera de alguém. Errar as medidas do café fora de casa. Estar perto de perceber alguma coisa. Encantar-se com parques de diversão desativados. Pisar de meia no quintal molhado pela chuva de ontem.

 by Marcelo Montenegro

 



 Escrito por Flávio Vajman às 14h32
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VELANDO O JUKE JOINT

Bom! Já que a Fernanda achou esse e-mail educado, surpreendente até pra mim, também vou reproduzi-lo aqui:

 

Jam Session no Juke Joint


 Antes de tudo, me desculpem pela nota em cima da hora, mas essa jam também foi bolada agora. Torço para que vocês verifiquem suas caixas de e-mail diariamente e que não percam essa última oportunidade de irem ao Juke Joint.


 Como todos sabem o Juke está encerrando suas atividades (embora minha irmã afirme que essa estória esteja muito parecida com a separação da dupla Sandy & Junior) e para ajudar nas despesas da desmontagem da casa elaboramos uma jam session de blues & rock'n'roll.


 Já estão confirmados o guitarrista Marcelo Watanabe, o dramaturgo e vocalista da banda Saco de Ratos Mário Bortolotto, e da mesma banda o baixista Fábio Pagotto, a atriz e cantora da banda Fábrica de Animais Fernanda Dúmbra e esse humilde gaitista que vos escreve, Flávio Vajman. Muitas outras participações deverão ainda confirmar até lá a presença.

Domingo, dia 06 de janeiro, à partir das 21 horas. O ingresso custa R$ 5,00, salvo para os músicos que participam da jam.


 Juke Joint

 Rua Frei Caneca, 304

 Conto com vocês. Um forte abraço,

 Flávio Vajman

 



 Escrito por Flávio Vajman às 14h17
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